Despertei essa manhã com uma enorme ressaca de mim mesmo. Destilei meu ódio durante toda a madrugada e ele permanece. Nessa horas tenho certeza que a ideia de partir do deserto e ir para os Himalaia seria cada vez mais agradável. Nessa quinta-feira biliática, estacionado nessa aldeia de alguns milhares de beduínos conservadores, me pergunto sobre o que exatamente falar. Resolvi pensar no Caso, sim o caos que meu amigo Sultão sempre exaltou como o primeiro dos deuses. A ideia da desordem que gera tudo por mero acaso sempre me fascinou, e sempre me surpreendi com a necessidade das pessoas em dar sentido para coisas que realmente não precisam ter. Pense bem, 2 segundos de atraso e seus pais não se conheceriam nunca, uma esbarrada a menos num meteoro e, ao invés de nós, teríamos dinossauros caminhando sobre a terra. Sendo um fiel seguidor do caos, sei que tenho de aceitar qualquer vicissitude, já que são imprevisíveis e sem motivo qualquer, contudo ainda é um reflexo condicionado tentar relacionar uma relação de causa e efeito em tudo que nos acontece. Nem toda consequência foi realmente gerada por algo, coisa vem sim do nada e vão para o nada, dessa forma, ao invés do Caos, hoje vou torcer para o nada.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
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