quarta-feira, 27 de maio de 2009
Onde está Medina?
A tempestade no deserto tem estado cada vez mais forte... nao consigo encontrar o caminho para Medina e acabei estacionado em um pequeno oasis... Aqui, sentado junto a uma pedra me peguei observando para a lua crescente no céu noturno e me lembrei de minha vida como tutor em Córdoba. A pressão pelos resultados dos alunos, as exigencias dos nobres pais, a diminuição da iluminação das instituiçõs, e concluí: Estamos apequenando nossas vidas? Estamos presos ao peculio? ao lucro? a sabedoria e a qualidade de vida nao significam mais nada? acho que preciso conseguir um Mecenas...
terça-feira, 26 de maio de 2009
Indo para Medina
Bom, a volta ao deserto nao tem sido facil, mas as noites frias do caminho aliviaram meus pesamentos mais nervosos. Me dei conta esses dias de que nao vejo o vlho SUltão de Brunei há tempos...tempo demais. Além disso nunca lhes contei sobre minha visita a Alexandria, pretendo ir lá antes do próximo Ramadã...
A volta ao deserto se deveu aos meus ultimos meses como tutor de jovens em Córdoba... ser professor nao tem sido fácil, as novas gerações nao conhecem a sabedoria ou a iluminação..pobre Omar Khayan...se soubesse... mas houveram momentos em que fachos de luz surgiram.. quem sabe nao há um filósofo escondido por trás de uma máscara e ignorancia?
A volta ao deserto se deveu aos meus ultimos meses como tutor de jovens em Córdoba... ser professor nao tem sido fácil, as novas gerações nao conhecem a sabedoria ou a iluminação..pobre Omar Khayan...se soubesse... mas houveram momentos em que fachos de luz surgiram.. quem sabe nao há um filósofo escondido por trás de uma máscara e ignorancia?
domingo, 24 de maio de 2009
De volta ao deserto.
Ha muito nao postava nesse blog, pois ha muito nao me sentia no deserto. Decerto os ares salgados voltaram a soprar no meu rosto e a arrancar lagrimas dos meus olhos. Ando questionando os caminhos de minha profissão de professor, a educação hoje é um produto no estilo Fasto-food?
será que reduzimos o prazer de apreender a uma mera mercadoria, uma semi-educação, como diria Adorno? A pensar nisso me lembro de uma pssagem do livro Paris é uma Festa, de Ernest Hemingway, na qual ele relata que certa vez, encantado por alguns jovens ricos, lera para ele uma parte de seu primeiro romance inédito, que viria a se chamar o sol também se levanta. O sentimento de ter se sujado ao fazer isso, narrad por Ernest, me é muito familiar, parece que damos nossos coraçoes, nossa vocação, nossa imaginação para uma platéia de falsarios, e pior, fazemos isso como um ato de prostituição de saber... e isso todos temos certeza de fazer...
espero nao estar me perdendo em uma tempestade do deserto..
até amanha...
será que reduzimos o prazer de apreender a uma mera mercadoria, uma semi-educação, como diria Adorno? A pensar nisso me lembro de uma pssagem do livro Paris é uma Festa, de Ernest Hemingway, na qual ele relata que certa vez, encantado por alguns jovens ricos, lera para ele uma parte de seu primeiro romance inédito, que viria a se chamar o sol também se levanta. O sentimento de ter se sujado ao fazer isso, narrad por Ernest, me é muito familiar, parece que damos nossos coraçoes, nossa vocação, nossa imaginação para uma platéia de falsarios, e pior, fazemos isso como um ato de prostituição de saber... e isso todos temos certeza de fazer...
espero nao estar me perdendo em uma tempestade do deserto..
até amanha...
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